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postheadericon CAPS AD comemora 15 anos e HPJ realiza palestra sobre arte

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15 anos não se faz todo dia. Na última quarta (10/07), o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) da Alameda São Boaventura (Fonseca) realizou uma grande confraternização de aniversário com usuários, familiares e equipes atuais e antigas. Cerca de 90 pessoas estavam unidas para prestigiar esse serviço essencial para a população no acompanhamento humanizado e psicossocial para dependentes químicos.

"São muitos motivos para comemorar, a unidade já tem cadastrada cerca de 350 pacientes. Realizamos acompanhamento também no território em cenas de uso e no DEGASE dentro da lógica de redução de danos - tudo com foco no cuidado e no tratamento. Temos o reconhecimento de ser a unidade do SUS especialista neste trabalho", afirmou Marcela Garcia, diretora da unidade, revelando que são cerca de 30 novos usuários por mês e 60 atendimentos ao dia.
Um vídeo com depoimentos sobre a importância dos CAPS e do trabalho em equipe foi exibido e um grupo de samba formado por usuários e profissionais, o Sempre Razão, animou o ambiente.
De acordo com o coordenador de saúde mental, Carlos Castro: "o CAPS AD é um dispositivo fundamental para a superação do vício e para o acolhimento emocional".
Foto: Waleska Borges
Palestra no HPJ

O papel da arte e a loucura. Na última quinta (11/07) foi realizada uma palestra no auditório do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba (HPJ) com a pesquisadora especialista em História da Ciência da Fiocruz e da UFRJ, Cristiana Fachinetti.

A psicóloga fez toda revisão do caráter da arte enquanto expressão da loucura durante nosso tempo histórico. "Philippe Pinel trabalhava a questão da arte como uma pintura da loucura e que depois se destacaria como uma marca primitiva. A partir das transformações do século XX, com o advento da psiquiatria e das vanguardas artísticas, a arte associada com a loucura passou a ser valorizada, como uma passagem de cultura racional para criativa", afirmou a doutora.
Esse novo horizonte cultural entrou em conflito com o discurso reacionário de Adolf Hitler que fortaleceu ideias racialistas e de degeneração, renegando essa arte mais abstrata associada à loucura. "A perseguição da estética de forma perfeita e grega fez circular exposições sobre a "arte degenerada" associada à distorção e de pessoas consideradas distorcidas", explicou.
Superada essa etapa obscura na história, hoje em dia a arte serve para o tratamento de transtornos mentais. "Ela passa a ser método para restituição do equilíbrio e da reintegração da pessoa. A leitura nova que fazemos é que o sujeito usa da arte como sublimação e não como uma tentativa de volta da razão como se exigiam antigamente", finalizou.
Segundo o diretor do HPJ, Raldo Bonifácio, a palestra que reuniu profissionais de saúde, estudantes, residentes e alguns usuários, serviu para a conceituação da loucura e a evolução da psiquiatria no decorrer do tempo. "É interessante observar como arte e trabalho acompanham todo o estudo feito nessa área", afirmou.

 
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